Após bastante tempo sem publicar nenhuma postagem, volto agora com uma ampla carga de conteúdos diversos, ansiosos por serem disponibilizados ao público em geral.
Como visto na minha descrição ao lado, sou graduando em Engenharia de Computação (observe bem, é “de” computação, e não “da” computação! Risos!), e, portanto, devem imaginar que entro em contato com a grotesta dimensão paralela que engloba o mundo dos eletrônicos, ou por assim dizer, o “lado negro” da força. De fato.


Neste curso vi coisas que nem imaginava em meus tempos de colegial. No presente momento, dentre outras coisas, estou descobrindo com detalhes os processos de fabricação de semicondutores, através de uma resumida, e não por isso menos complicada, apostila. Contendo textos de diversas fontes, uma delas em particular me fez rir bastante, falando que nem mesmo nos seus sonhos mais selvagens você vai conseguir imaginar toda a complexidade por trás do processo de fabricação de semicondutores. Depois vou escrever um post comentando uma certa ironia que envolve este mundo tecnológico apressado. Sabem por quê? Porque um dispositivo que opera na faixa dos Gigahertz, realizando milhões, bilhões de operações por segundo, precisa de meses para ser preparado, e às vezes a gente estressa com coisas que precisam de tempo! Mas, como disse, isso fica para outro post.


Mas o que mais me apaixonou neste curso é a área de Sistemas Embarcados. É bem complicado, a princípio, explicar o que é um sistema embarcado. A minha idéia(prefiro usar a antiga norma gramatical, vivam os acentos) particular é a de que um sistema embarcado é um sistema eletrônico computadorizado que interage com o ambiente à sua volta, seja de forma autônoma, como um robô, ou supervisionada, como um aparelho de televisão desses modernos. O robô pode funcionar sozinho, e sai por aí, já a televisão precisa receber comandos específicos. Mas ambos possuem computadores embutidos, ambos recebem dados, processam, e geram ‘saídas’. O robô recebe informações dos seus sensores e muda a sua rota. A televisão recebe comandos do controle e muda suas configurações, canais, e até acessam a internet. Não sei se deu pra entender muito bem, mas em futuros textos explicarei melhor.



Continuando, literalmente, estou vestindo a camisa desta ênfase do meu curso, e que também é uma área que apresenta um grande crescimento e procura por profissionais capacitados. Minha Iniciação Científica é nessa área, meu TCC, que está sendo preparado, será nessa área, e cogito até mesmo estagiar e trabalhar nessa área.

Nas férias que antecederam este período letivo, comprei algumas placas de desenvolvimento de Sistemas Embarcados. Depois, junto com alguns amigos, organizei a compra de mais alguns materiais, e encontrei muito material útil de suporte na internet para lidar com eles. Já deu pra fazer muita coisa legal funcionar, e já tenho noção de como desenvolver e implementar um bom sistema de automação residencial.
Com tempo, e à pedido de várias pessoas que já começaram a ver as coisas que eu desenvolvo e já desenvolvi, irei colocar aqui meus projetos, fotos deles, detalhes dos problemas e das soluções que encontrei, dentre outras coisas mais.
Antes, meu sonho era fazer Robótica. Mas vi que Sistemas Embarcados é uma área bem mais ampla, e engloba Robótica. Conversando com um professor meu, ele comentou que é normal alunos terem dúvidas quanto à essa duas ênfases, dadas as suas similaridades. Porém, considerando que desde pequeno eu desmontava meus brinquedos eletrônicos pra ver suas placas, circuitos, e como eles funcionavam, tive certeza da minha tendência.
Esta área de Sistemas Embarcados é tão ampla, que dá pra fazer desde Televisores, Celulares e Robôs, até mesmo Satélites e Sondas Espaciais.
Aí deu pra entender 😉
Estando no Quarto Ano de Engenharia de Computação, ou mais precisamente, Sétimo Período, fico feliz e empolgado com as matérias que envolvem assuntos mais sérios, que envolvem trabalhos mais sérios, e cada vez mais próximos daquilo que cada calouro almeja quando é aprovado no vestibular do curso que procura. Passados os desânimos e desilusões do primeiro ano de curso, os anos seguintes aumentam em complexidade e maturidade. Me sinto cada vez mais Engenheiro.



Estou feliz com o curso, feliz com as matérias que lido e com as coisas que aprendi.

Eu, Engenheiro.




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