Em uma festa universitária, a proposta eleita a mais eficaz da noite foi o convite para uma cerveja na Praça do Relógio. Até aí, nada de estranho. A não ser pelo fato de ter acontecido na cidade de São Carlos, distante 240 km da ver­dadeira Praça do Relógio, em São Paulo.
 Placa da Praça do Relógio é encontrada em São Carlos (foto: Arquivo Pessoal)
Placa da Praça do Relógio é encontrada em São Carlos (foto: Arquivo Pessoal)
Sem pretensões de le­var as novas companhias à capital, a ‘Praça do Re­lógio’ sãocarlense é um fundo de quintal que abriga uma placa furta­da da praça original, no campus da USP no Bu­tantã. O objeto agora fica dentro de uma república estudantil de alunos daUfscar (Universidade Fe­deral de São Carlos).
A placa foi derrubada e furtada na madrugada da última véspera de Na­tal por três estudantes. “Fomos comemorar o Natal na Praça do Reló­gio, que é bem tranquila. Só que, em vez do peru, levamos uísque e alguns copos”, conta um deles, que pediu para não ser identificado por medo de possível retaliação de alunos do campus USP de São Carlos.
Após algumas doses de álcool, eles derru­baram a placa com pedras e chutes. Em seguida, colocaram-na dentro de um carro e zarparam para uma jornada de quase 500 km. “Deixamos a placa em São Carlos e logo voltamos para passar o natal em família”, contam os rapazes. A placa, por sua vez, pas­sou o primeiro Natal longe de sua casa.
Difícil de Mensurar
Atos de vandalismo con­tra o patrimônio da Uni­versidade são frequentes, segundo a Cocesp (Coor­denadoria do Campus da Capital). O próprio órgão admite a dificuldade em mensurar o tamanho dos danos causados por esse tipo de ocorrência.
“Muita coisa entra no cotidiano da manutenção. Mas já chegamos a gastar em torno de R$ 15 mil somente para restaurar o Relógio de Sol”, diz Cris­tina Guarnieri, diretora de relações institucionais da coordenadoria.
Caso sejam pegos em flagrante, os envolvidos na depredação são enca­minhados para um dis­trito policial. Contudo, a dificuldade em apanhar os responsáveis apenas com as câmeras do cam­pus e a ronda da Guarda Universitária é tamanha. “[Se não houver flagran­te,] identificamos o dano e tomamos as providên­cias de reparo”, conta a diretora da Cocesp.
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